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Amizade com o chefe: bom ou ruim para a carreira?

O aumento das jornadas de trabalho e, consequentemente, da interação entre os funcionários de uma empresa,
faz crescer também as chances de se estabelecer laços de amizades no ambiente corporativo, inclusive entre
chefes e subordinados. Essa relação, porém, pode gerar desconforto na equipe. Segundo pesquisa realizada
pela Trabalhando.com Brasil, com 325 profissionais, a maioria dos entrevistados (52%) acredita que a amizade
com o chefe é algo positivo para a carreira, e que pode harmonizar o ambiente profissional. Mas os outros
48% acreditam que essa relação atrapalha a carreira, pois causa confusão entre o profissional e o pessoal e,
até mesmo, um mal-estar entre os colegas. E os especialistas em RH, o que pensam disso?

— Se duas pessoas têm afinidades e admiração recíproca, isto pode ter grande valor na relação profissional.
Ambos precisam ser maduros e capazes de discriminar as situações profissionais e pessoais. É fundamental
que o subordinado reconheça as competências do amigo-chefe e o legitime nesta posição — afirma Jacqueline
Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos.
O bom-senso, segundo Livia Ferrão, consultora de desenvolvimento humano da Personal Service, é essencial
para que essa relação não afete negativamente o local de trabalho.

— É fundamental evitar o favoritismo e a intimidade dentro do ambiente corporativo. Se é difícil separar
isso do lado profissional, é bom trabalhar essa questão. É prejudicial para a organização e para a equipe
uma relação muito próxima, na qual não se mede a atuação do funcionário, assim como o convívio saudável pode
trazer bons frutos a todos — explica Livia.

Para Renato Grinberg, diretor-geral da Trabalhando.com e autor do livro de carreira “A estratégia do olho de
tigre”, uma relação extraprofissional pode otimizar processos, facilitar o diálogo e suavizar a tensão do ambiente de trabalho.

— A amizade contribui muito, mas, por outro lado, os laços afetivos podem gerar excessos de intimidade e fazer
com que possíveis favorecimentos venham à tona, gerando mal-estar entre os colegas e até mesmo uma competitividade negativa — defende Grinberg.

Esconder essa relação dos outros funcionários, porém, não é uma boa opção, garante Jacqueline:

— Não é necessário fazer uma comunicação oficial, mas o assunto tem que ser tratado com naturalidade e a relação de
amizade não pode tirar o chefe dos seus propósitos, como: perseguir metas, desenvolver a equipe e reconhecer
competências necessárias à organização.

André Bocater, diretor da Brain Inteligência em Talentos, destaca a importância de um ambiente profissional leve:

— Passamos mais tempo dentro das empresas do que em casa, logo acho extremamente saudável a amizade dentro das empresas.
Um ambiente amistoso e colaborativo é o que todos buscam, e sem isso a convivência se torna quase impossível.
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