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Competências comportamentais são as mais valorizadas

Um em cada três empregadores no mundo têm dificuldades para preencher vagas e este número só tende a aumentar. Embora 28% deles relatem que a falta de experiência dos candidatos é a principal barreira, as competências comportamentais são os fatores que, somados, mais são valorizados no mercado de trabalho atual. As conclusões são de estudo do ManPower Group, feito este ano, com cerca de 60 mil organizações (de diferentes portes e setores), em 41 países, incluindo o Brasil.

Segundo a pesquisa, os empregadores (17%) consideram colaboração/trabalho em grupo a competência relevante que menos encontram entre os candidatos, no mercado. Em seguida, vêm habilidades interpessoais (15%), entusiasmo/motivação (14%), profissionalismo (13%) e atenção a detalhes (10%). Características como habilidade com ambiguidade/complexidade (9%), resolução de problemas (9%), adaptabilidade/flexibilidade/agilidade (9%), pensamento crítico/analítico (9%) e criatividade/inovação (9%) são outras competências no alto do ranking, citadas por empregadores como sendo relevantes e, ao mesmo tempo, mais dificilmente encontradas em candidatos.

- As chamadas soft competencies (competências comportamentais) são uma forma de o profissional se diferenciar no mercado hoje – diz Márcia Almström, diretora de recursos humanos da ManPower Brasil.

Segundo Márcia, saber colaborar e influenciar os demais é a competência mais exigida, pois ela é essencial para que as empresas consigam se superar e inovar, no atual contexto de rápidas mudanças tecnológicas. Aí estaria contido o conceito de “liderança”, que não está ligado a hierarquia, mas à capacidade de conseguir seguidores para um objetivo comum. Dentro do trabalho em equipe, ressalta, a transferência de conhecimento é um item imprescindível.

- A questão de saber solucionar problemas também não tem qualquer relação com hierarquia. Significa saber encontrar soluções para as questões que forem surgindo, sem repassar os problemas para outros – explica.

Retenção de talentos, um desafio da ‘era do potencial humano’

Segundo Márcia, as competências humanas são fundamentais na atual “era do potencial humano”, quando o acesso ao talento (e não ao capital) é um diferenciador, e quando a gestão é muito mais focada no indivíduo do que na empresa. Dentro desse contexto, diz, as empresas “caçam” talentos, os profissionais “ditam” termos e o trabalho nem sempre é feito fisicamente dentro de uma empresa. Por isso, os profissionais devem investir na formação e constante atualização, sempre atentos às inovações tecnológicas, recomenda. Quanto às competências comportamentais, a busca deve ser um compromisso individual de cada profissional, e deve passar por um treinamento com um coach.

Em paralelo à questão da empregabilidade vem a retenção de talentos, ou seja, a necessidade de as organizações manterem seus melhores profissionais.

- Considerando que o Brasil é o terceiro país com maior escassez de talentos do mundo e o segundo com maior expectativa de contratação, reter talentos se torna um grande desafio para as organizações – afirma a diretora. – As empresas devem rever constantemente suas práticas de recursos humanos, entre elas o trabalho a distância, as estruturas hierárquicas, a forma de recrutamento, entre outros quesitos.

Segundo Ylana Miller, diretora da Yluminah Desenvolvimento Profissional e professora do Ibmec, o que mais “prende” o profissional a uma empresa é um plano de carreira, com perspectivas de crescer na companhia e de desenvolvimento individual. Traçar um plano anual de desenvolvimento do profissional é um recurso interessante para gestores, explica. O recrutamento interno, se bem feito, também pode ser uma boa ferramenta para os empregadores manterem sua mão de obra.

- Hoje o bom profissional escolhe onde quer estar. Ninguém fica mais só em função de remuneração e da marca da empresa – diz. – Uma promoção, por exemplo, mantém a pessoa satisfeita por cinco meses, no máximo.

Para Ylana, tanto escolas quanto universidades deveriam começar a preparar as pessoas para o mercado de trabalho, desenvolvendo suas habilidades comportamentais, como liderança, “fazer acontecer”, persuasão, comunicação, criatividade e inovação. Para isso, diz, teria que acontecer uma mudança profunda no sistema educacional brasileiro.

- Não adianta ter um CR altíssimo na faculdade e não liderar nada, não influenciar pessoas – comenta. – O que me incomoda no atual sistema é que não há muita preocupação em desenvolver o ser humano. Sendo treinada desde nova, a pessoa se sairia muito melhor no mercado.

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