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Jornada de Trabalho Móvel – o Caso McDonald’s

McDonald′s tem que mudar jornada.

O McDonald′s deverá regularizar a jornada de trabalho dos seus 42 mil trabalhadores em todas as 600 lanchonetes do Brasil. A medida – uma liminar concedida pela 11ª Vara do Trabalho do Recife em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) – obriga a Arcos Dourados, que representa a rede no país, a cancelar a “jornada móvel variável” a que os funcionários estavam submetidos.

A decisão exige que a rede aplique a jornada regular, que fixa e deixa claro o horário de entrada e saída dos trabalhadores. Segundo a Procuradoria, o modelo adotado pelo McDonald′s no Brasil deixa a critério do empregador, todos os dias, quando cada um deve entrar e sair. Quando o movimento está fraco, por exemplo, os funcionários podem ser dispensados mais cedo – o que os impede de receber o salário integral no fim do mês.

Já há decisões no Tribunal Superior do Trabalho (TST) que julgaram ilegal a “jornada móvel variável”, por considerar que ela reduz o salário do trabalhador e atrapalha a organização de sua vida pessoal.

“A prática faz com que o empregado esteja, efetivamente, muito mais tempo à disposição da empresa do que as oito horas de trabalho diárias previstas nos contratos ′normais′ de trabalho, além de não garantir o pagamento sequer de salário mínimo ao final do mês”, informou, em nota, o MPT.

A liminar também estabelece que a empresa deve liberar seus funcionários para levarem de casa sua própria alimentação. Até hoje, eles só poderiam se alimentar dos lanches vendidos pela rede.

Em caso de descumprimento da liminar, a Arcos Dourados está sujeita a multa mensal de R$ 3 mil por trabalhador prejudicado. O MPT ainda pede uma indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos, mas esse critério ainda não foi decidido pela Justiça. Amanhã, haverá uma reunião entre o MPT e representantes da rede em Recife, para discutir um possível acordo, antes da audiência judicial marcada para o mesmo dia.

Em nota, a Arcos Dourados informou que “tem plena convicção da legalidade das práticas laborais adotadas” e que “cumpre o pagamento de todas as horas em que o funcionário está à disposição no restaurante”, dispondo de um sistema de ponto eletrônico biométrico. Além disso, afirma que oferece “refeições de qualidade, nutricionalmente equilibradas, conforme as condições especificadas”. A empresa reafirma que cumpre a legislação e vem mantendo diálogo de ” mútua colaboração” com o MPT. (Com Redação)

Fonte: Valor Econômico, por Júlia Borba, 20.03.2013

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