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Os riscos de se mentir no currículo

Estratégia, se descoberta, mancha a imagem do profissional de forma irreversível

 

 

Amplamente divulgado pela imprensa mundial, o caso do presidente do Yahoo, Scott Thompson, que

foi obrigado a deixar o cargo este mês depois da descoberta de uma falsa graduação universitária em ciência

da computação, trouxe à tona a polêmica sobre os riscos de incluir informações falsas ou exageradas nos currículos.

Quantos profissionais não recorrem ao artifício de dar uma incrementada no currículo para parecerem mais atraentes

ao mercado de trabalho? Como a possibilidade é real, recrutadores estão cada vez mais preparados para tirar todas as

informações do candidato —inclusive, se ele está falando a verdade ou não.

Segundo os especialistas, as pequenas (ou grandes) mentiras no currículo, na maioria das vezes, são descobertas e,

invariavelmente, acabam manchando a imagem do profissional de forma irreversível.

— O caso do presidente do Yahoo ilustra perfeitamente como uma mentira (que pode parecer simples) pode afetar tanto

os negócios como o profissional: o executivo acabou demitido e terá que conviver com essa mancha na sua imagem. Fora isso,

as ações da empresa na bolsa despencaram — explica Renato Grinberg, diretor-geral da Trabalhando.com e autor do best-seller

de carreira ”A estratégia do olho de tigre” (Editora Gente).

Em meio a um contexto de trabalho tão competitivo, é comum encontrar candidatos que, na tentativa de se enquadrar no

perfil requerido, mentem em relação a dados como idade, estado civil, endereço, fluência em idiomas, formação, motivo da

saída de empregos anteriores, tempo de permanência nas funções e experiências, dentre outros. Mas, dizem especialistas,

na maioria das vezes, o tiro sai pela culatra. O treinamento adequado e a experiência possibilitam que os profissionais de RH

saibam identificar as mentiras através de indícios no comportamento do candidato, tais como insegurança, falta de coerência

e também através de procedimentos como o contato com as empresas em que ele informa ter trabalhado, testes práticos e conferência de documentação.

Raquel Rocha, analista de RH da Vertigo Tecnologia, reconhece que o marketing pessoal é extremamente importante na vida

profissional: é preciso vender uma imagem positiva e convincente para obter sucesso em processos seletivos. Mas o currículo,

que é o cartão de visitas do candidato, deve ser coerente com a realidade:

— Um profissional que fornece informações falsas durante o processo seletivo deve ser eliminado imediatamente, pois esta postura

demonstra total falta de ética e profissionalismo. O candidato que mente no processo seletivo poderá faltar com a verdade em outras situações

e não há como ter garantias de que isso não tornará a acontecer.

Para Raquel, o grande perdedor nessas situações é o profissional, pois, por mais ingênua que pareça, a mentira pode ter efeitos

permanentes de desconfiança e descrédito. Ele poderá até mesmo ter dificuldades de ser contratado posteriormente. Afinal, a

maioria das empresas procura obter referências do candidato com empregadores anteriores antes de efetivar a contratação.

Ainda que a mentira não seja descoberta, o profissional poderá sofrer as consequências de informar habilidades que não tem, se

tiver de assumir responsabilidades para as quais não tem preparo.

— Uma pequena mentira pode virar um grande problema. Então encare aquilo que falta no seu currículo como uma necessidade e

busque suprir essa deficiência. Este, sim é um meio de investir em você e na sua carreira — aconselha Grinberg.

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