Quem entrou pela janela na sua empresa?

Toda empresa hoje fala em “talentos”. Atrair talentos. Manter talentos. Claro, porque é essencial para colaboradores e também lideranças. Estrelas, e não importa o cargo, para serem atraidas e mantidas precisam enxergar oportunidades. Estou falando de um PLANO DE CARGOS, CARREIRA E REMUNERAÇÃO.

 

Não adianta o lider/gerente/diretor/recrutador jogar aquele clichê mentiroso durante o processo seletivo:

-Se correr atrás vai crescer na empresa.

Prove. Ofereça fatos. Mostre quem vivenciou isto. Apresente o Plano e as Políticas. Apresente os indicadores.

 

“Estrelas, e não importa o cargo, para serem atraidas e mantidas precisam enxergar oportunidades”

 

Estamos falando de meritocracia. Sistema pouco praticado por aqui apesar de muita frase bonita.

Você que está lendo este artigo me responda:

-Entrou pela janela ou disputou um processo seletivo.

-Se possui um cargo de liderança….formou sua equipe com “gente conhecida” ou democratizou a oportunidade? Se possui um cargo de liderança…defende internamente a democratização de oportunidades? As vezes defendemos para o “outro” não para nós.

-Se possui um cargo comum, o que enxerga ao seu redor na sua empresa atual ou anteriores?

É. O brasileiro adora “a peixada”, a “pistolalada”, o “Q.I.”, a “indicação”. Alguns mais sofisticados chamam de networking. A nossa prática imperial em um País pseudorepublicano. O brasileiro só defende a meritocracia quando ele não está sendo beneficiado. Temos muito a evoluir.

 

O brasileiro adora “a peixada”, a “pistolalada”, o “Q.I.”, a “indicação”

 

Existem empresas onde você pode “crescer”. Somente até determinado limite. A empresa parcialmente meritocrática. Numa das maiores empresas do Brasil no segmento de farmácias, existia um funcionário que chegou ao cargo de gerente de loja. Começou a estudar administração e enveredou para a gestão de pessoas. Tentou conquistar várias vezes junto a Diretoria de RH, psicóloga que entrou por ser prima de um dos donos; a oportunidade de entrar no departamento. Não conseguiu.

 

Existem empresas onde você pode “crescer”. Somente até determinado limite

 

Um dia esse rapaz decidiu sair. E ouviu da Diretora:

-Você não vai conseguir. Está fazendo uma bobagem. Vai querer voltar e não reabriremos a porta para você. Vai acabar na concorrência (mencionando de forma depreciativa o concorrente).

-Respeito seu posicionamento. Mas quem conhece o meu potencial, sou eu.

E hoje já está fazendo uma belíssima carreira na área.

Esta Diretora de RH não escondia a sua opinião junto a equipe: negros e pessoas sem “pedigree” não poderiam crescer na empresa. Até o local onde você morava, na cabecinha doente dela, influenciava na decisão da empresa para uma promoção mais robusta.

Ter talentos em uma empresa não é para qualquer um. A empresa não deve somente querer. Mas deve refletir: temos terreno fértil para cultivarmos talentos? A maioria das empresas brasileiras não tem. E pior: não tem a ousadia, coragem e honestidade para ter este diagnóstico e agir.

 

negros e pessoas sem “pedigree” não poderiam crescer na empresa

 

Somente com a meritocracia total é possível uma gestão de pessoas plena. Somente com a meritocracia é possível ter uma cidadania corporativa e um ambiente de confiança. E somente com a meritocracia plena é possivel ter uma empresa competitiva.

 

 

Eu sou Marcos Simões

Ativista e “evangelizador” da área de Pessoas.

Meritocrático de carteirinha.

Quando sobra tempo sou Diretor de RH da consultoria nacional RHFACIL. Temos clientes em todo o Brasil.

Visite nosso site: www.rhfacilconsultoria.com.br

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